04 Agosto 2009

Profeta ressuscita no Twitter

Aos que achavam que o Profeta Banana tinha morrido, uma boa notícia: ele ressuscitou no Twitter!
As opiniões sempre ácidas e polêmicas estão de volta, agora com no máximo 140 caracteres.

http://www.twitter.com/vitorbemvindo/

Através dessa nova ferramenta, espero reviver o bom espírito desse blog abandonado!
Como diria, Chapolin Colorado: "sigam-me os bons!"

01 Setembro 2008

O Fim do Cine Paissandu

O "falecido" Cine Paissandu, numa foto dos anos 60


Este combalido blog, volta para demonstrar sua indignação e lamentação pelo fechamento do Cine Paissandu, fundado no Flamengo, em 1960, que até o último domingo era administrado pelo "Grupo Estação".

A alegaçao para o fechamento era que o Cinema estava dando prejuízo, já que se limitava a exibir "filmes de arte" (normalmente europeus, asiáticos e algumas produções do underground norte-americano) e, principalemente filmes nacionais.

Ainda há um esforço, pela internet, com um abaixo assinado, para tentar evitar que o cinema seja fechado. Para "assinar", acesse o link abaixo:

http://www.petitiononline.com/15121960/petition.html

Nesse clima de lamentação, reproduzo aqui um texto que me foi enviado pelo meu "tio" Luiz Fernando de Souza Lima, que tenta achar explicações para tal atrocidade.


"Ontem, domingo, O Globo em seu Segundo Caderno apresentou um artigo intitulado BRASILEIRO PREFERE DVD E TV A CINEMA - O QUE AFASTA O PÚBLICO DO CINEMA NACIONAL.

O cinema só representa 4% das atividades de cultura e lazer ( e o cinema nacional está neste bolo)
Desde que me entendo por gente existe o preconceito contra o filme brasileiro. Na minha opinião o cidadão brasileiro não gosta de se ver na tela. Nem seus problemas, nem suas emoções e muito menos seus problemas sociais. O cinema brasileiro reflete o nosso jeito de ser, e desse jeito temos que nos desenvolver.

Eis duas opiniões que o artigo apresenta:

1) "A maioria dos filmes brasileiros é muito ruim. Queremos cinema-diversão. Não queremos filmes que relatam, unicamente, miséria. Só irei assistir aos filmes nacionais amordaçadas. O governo de esquerda pode comprar esses filmes e obrigar os que estão cumprindo pena por crime a assisti-los."

2) " Assito aos filmes nacionais desde o seu "renascimento e vi muitos filmes ruins, Baixio das Bestas(???????), É Proibido Proibir, A Grande Família e Amor Perfeito. Neste período só gostei de O Jardineiro Fiel, Meu Tio Matou um Cara e Meu nome não é Johnny. Outros, como Tropa de Elite, 1972 e Batismos de Sangue, foram razoáveis. Não tenho preconceito algum com cinema nacional, pelo contrário. Mas o fato de torcer pelo sucesso não significa que vou gostar de qualquer filme brasileiro. Tem uns filmes bem ruizinhos sendo produzidos por aqui."

3) "O que está afastando o público do cinema brasileiro é a qualidade muito ruim. Enquanto houver lei de incentivo pra bancar as produções, qual interesse em fazer filmes que atraiam o público pela qualidade".

4)"Acho que para chamar atenção, os filmes brasileiros usam palavras muito ofensivas, os ditos palavrões e muitas cenas obscenas. Aí os brasileiros preferem ver filmes americanos, (?????????????) que são bons e não precisam falar tantos palavrões e ter tantas cenas de sexo."

A pesquisa mostra que 52% dos entrevistados não costuma ir ai cinema.

Em relação ao cinema nacional, cuja taxa de ocupação de mercado em 2008 está num péssimo 6,9 %, apenas 56% dos entrevistados declaram considerar as produções brasileiras ótimas ou boas. Os filmes estrangeiros, por sua vez, foram avaliados como ótimos ou bons por 72% do universo pesquisado. Só no Rio, 13% dos entrevistados disseram que os filmes brasileiros são ruins ou péssimos.

Questionados sobre os motivos para considerarem o cinema brasileiro ruim, 36% disseram que os filmes são pornográficos (??????/) ou trazem vocabulário vulgar (???//), 3
17% reclamaram da falta de conteúdo (?????), 14 % lamentaram a pouca criatividade (??????????????????) e 10% atribuíram o fato as cenas de violência (ora bolas!!!!!!!!)

Quem gosta de cinema de fato, e principalmente do grande cinema nacional está realmente SENTINDO a morte do Paissandu. Mas talvez, infelizmente não deva ser lamentado, quando a Geração Paissandu já está morrendo, poucos vão ao cinema por vários motivos, a maioria infelizmente não gosta nem nunca gostou de CINEMA BRASILEIRO. O velho Paissandu vive as moscas, enquanto os pipocas da vida estão lotados, com os seus enlatados americanos, sempre com os mesmo discursos.

Gosto muito do velho Paissandu e vou ficar na saudade, mas não assino nada de abaixo assinados, que estão correndo por ai, principalmente pela Internet. Sinto uma grande hipocrisia nisso.

Só espero que algum grupo consiga salva-lo, a exemplo do Odeon, nem tão freqüentado assim, e que seja assegurado ao cinema brasileiro um percentual maior nas salas de exibição, mesmo sendo vítima do trator do cinema americano, sob o estímulo talvés do Departamento de Estado.

Há diretores como os do Tropa de Elite e Cidade de Deus tentado fazer cinema com as fórmulas de sucesso dos filmes norte americano. Só não necessitavam baixar o sarrafo nos filmes do Glauber Rocha, como fizeram em entrevista para a revista Bravo.

Deve fazer parte da destruição de tudo o que envolve o Processo 1968. Desconstrução de tudo, até de um cinema.

Faz parte!!"

Por Luiz Fernando de Souza Lima

25 Junho 2008

Os Filhos do Pai do Rock

http://www.esto.es/rock/images/ChuckBerryPromo1.jpg

Como medir, objetivamente, a importância de um músico na história? Eis uma tarefa ingrata.

A qualidade musical é algo subjetivo, e dificilmente há consenso quando se trata de quem é o melhor músico de todos os tempos. Esta avaliação é vaga até mesmo quando feitas por instrumentistas competentes, já que mesmo quando se avalia tecnicamente muitos aspectos subjetivos entram em conta.

Porém, quando se toma em consideração a influencia de algum músico, essa avaliação pode ser mais objetiva. Aproveitando a vinda ao Brasil de Chuck Berry – considerado como a maior lenda viva do Rock ‘n’ Roll –, o MOFODEU (O Programa que tira o MOFO do ROCK - www.programamofodeu.blogspot.com) resolveu analisar a importância dele para a música do século XX.

O critério objetivo escolhido foi o número de canções de Berry que ganharam versões de outros artistas reconhecidamente importantes. Quando pensamos em Rock, nos vêm de imediato à cabeça nomes como Elvis Presley nos anos 1950, The Beatles e Rolling Stones nos 60, Led Zeppelin e Deep Purple nos 70. E o que todos esses artistas têm em comum: todos são declaradamente influenciados por Chuck Berry.

Isso fica ainda mais claro quando pesquisamos que todos esses artistas, em algum momento da carreira, regravaram músicas de Berry.

Elvis apareceu como o artista que deveria tirar o Rock dos becos e levá-lo ao público branco em geral. Antes de Elvis, o Rock era encarado como uma música essencialmente negra. Presley começou a aparecer tocando versões de músicos negros como Little Richards, Fat Domino e, obviamente, Chuck Berry. Apesar de não ter gravado nenhuma versão de Berry nos seus primeiros discos, era comum que o “Rei do Rock” executasse canções como “Brown Eyed Handsome Man” e “Johnny B. Goode”. Já no final de carreira, no “Aloha From Hawaii”, Elvis transmitiu o maior clássico de Berry para todo o mundo, através da primeira transmissão via satélite da história. Outros astros do “rock branco” dos anos 50 também regravaram canções de Berry, como Buddy Holly, Jerry Lee Lewis e Roy Orbinson.


Em “Aloha From Hawaii” (1973)
Elvis regravou “Johnny B. Goode”

Os anos 60 foram marcados pela “invasão britânica” no Rock. Mas as influências dos ingleses vinham de “além-mar”, mas especificamente de St. Louis. Bandas como The Animals, The Kinks, The Yardbirds, The Beatles e The Rolling Stones gravaram canções de Berry em seus discos. Essa influencia fez com que o músico americano lançasse, em 1964, um disco chamado “St. Louis to Liverpool”, em alusão ao sucesso de suas composições no velho continente.

Os Beatles eram os britânicos que mais colocaram Chuck Berry no pedestal dos ícones do Rock. Além de gravarem “Roll Over Beethoven” e “Rock and Roll Music” logo nos seus primeiros discos, músicas como “Carol”, “I’m Talking About You”, “Little Quennie”, “Memphis, Tennessee” e “Sweet Little Sixteen” apareciam com muita freqüência nas apresentações ao vivo da banda, e são facilmente encontradas nas compilações de raridades do quarteto de Liverpool.

Em “With the Beatles (1963), há
Uma versão para “Roll Over Beethoven”

Mesmo com o fim da banda, em 1970, Lennon e McCartney continuaram demonstrando sua admiração por Berry. Em seu penúltimo disco, “Rock ‘n’ Roll”, de 1975, John fez uma homenagem aos seus ídolos e adivinha qual foi o único compositor que teve duas canções regravadas? Acertou, Chuck Berry! Ele fez versões de “You Can't Catch Me” e “Sweet Little Sixteen”.

Paul fez o mesmo que John, em 1999, no álbum “Run Devil Run”, que continha algumas composições do ex-Beatles inspiradas no Rock dos anos 50, além de um punhado de covers da época, dentre elas “Brown Eyed Handsome Man”, de Berry. Nesse disco, McCartney teve a ajuda de grandes admiradores de Berry: David Gilmour (Pink Floyd) e Ian Paice (Deep Purple).

Outra grande banda da invasão britânica, os Stones, também executavam canções de Berry em suas apresentações, tais quais “Around Around”, “Down The Road Apiece” (lançada no disco “No. 2”, de 1965), “Let It Rock”, “Carol” e “Little Quennie”, essas duas últimas ficaram registradas em um dos mais memoráveis discos ao vivo da história, o “Get Yer Ya-Ya’s Out”, de 1970.


“Get Yer Ya-Ya’s Out” traz duas
2 versões de músicas de Berry

Para encerrar as bandas dos anos 60, não podemos esquecer do Yardbirds, banda que contou guitarristas como Eric Clapton, Jimmy Page e Jeff Beck. Em seu primeiro disco, ainda com Clapton nas guitarras, eles regravaram “Too Much Monkey Business”. Quando Clapton e Beck, já faziam parte do passado, Page idealizava o “New Yardbirds”, que com a entrada de Robert Plant e John Bonham, acabaria virando o Led Zeppelin.


“Too Much Monkey Business”, de Berry,
é a música que abre “Five Live Yardbirds” (1964)

Se você acha que Zeppelin não tinha muito a ver com Chuck Berry, está muito enganado. Nas sessões das gravações dos primeiros discos do Led, a banda registrou algumas versões de canções de Berry, como: “Around Around”, “Reelin’ and Rockin’” e “Shools Days”. Essas versões podem ser encontradas na compilação de raridades da banda, lançada como bootleg, chamada “Cabala”, especificamente no volume 6.

Em fins dos anos 60 e começo dos 70, além do Zep, algumas outras bandas regravaram Chuck Berry como Mountain, Ten Years After, The Doors, e o grande Jimi Hendrix, que não poupava elogios ao seu conterrâneo precursor do Rock. Até mesmo bandas como o MC5, consideradas ovelhas-negras do rock da época, gravaram Berry (MC5 é considerado, junto com os Stooges, precursores do punk).


Os “proto-punks” do MC5 mostram
sua influência de Berry em “Back in the USA”

Outra combinação que não tão evidente do som de Chuck Berry com o som feito nos anos 70 (mais especificamente o hard rock de meados da década) é o AC/DC. Talvez um ouvinte mais desarpecebido não encontre ligação entre o som desses artistas, mas só a atitude do principal guitarrista dessa banda nos remete a presença de palco de Berry. As dancinhas feitas por Angus Young são declaradamente inspiradas no “Duck Walk” de Chuck, mas as influências não ficam só nisso. No primeiro disco do AC/DC (lançado na Austrália, em 1975, como “TNT”), há uma música de Berry, que os mais desavisados nem perceberiam que se trata de um cover. Estou falando de “School Days”, que é impressionantemente parecida com o estilo de músicas feito pela banda durante todos esses anos. “School Days” poderia ter sido creditada a Young se já não fosse um grande sucesso de Berry. O mérito de Young foi colocar distorção nos riffs de Berry e seguir essa linha durante toda a sua carreira.


“School Days” é um cover de Berry
ou composição do AC/DC

O AC/DC é a prova da importância de Chuck Berry para a história do Rock ‘n’ Roll. De Elvis a MC5, passando por Beatles e Led Zeppelin, todos têm um quê de Berry em seu som.

Sendo Berry um dos artistas mais regravados, copiados e distorcidos da história é que nós do MOFODEU declaramos: Eis o verdadeiro Pai do Rock: Chuck Berry.

Por isso, nessa semana, faremos um MOFODEU especial “Versões de Chuck Berry”. Para ouvir os melhores covers do Pai do Rock, tocados por grandes nomes do Rock, basta acessar o blog (www.programamofodeu.blogspot.com) do programa a partir da madrugada de terça pra quinta, ou então sintonizar na 91,5 FM (para toda zona sul do Rio de Janeiro), a partir das 21hs de amanhã (dia 24/06).

Contamos com sua audiência.

Vitor Bemvindo
MOFODEU
O Programa que tira o MOFO do ROCK
www.programamofodeu.blogspot.com

09 Outubro 2007

Julgando um disco pela capa


Muito se falou nessa última semana sobre a lista lançada pelo site Gigwise sobre as capas de disco mais importantes da história. O alvoroço foi tão grande que teve até matéria no Jornal da Globo e no site Terra.

Obviamente o Gigwise cometeu várias injustiças e escolhas duvidosas.

Por conta disso, eu e meu companheiro de MOFODEU, Luiz Felipe (a enciclopédia do Rock), resolvemos bolar a nossa própria lista, lógico que considerando apenas discos dos anos 60 e 70.

Claro que nosso critério não foi meramente estético. Contou com uma boa dose de parcialidade e afetividade pelos discos. Alguns não são nem tão bonitos, mas têm capas marcantes e significativas.

Deixamos muitas capas que achamos legais de fora, por conta da pouca qualidade musical. O maior exemplo é a capa do primeiro disco do Velvet Underground que além de ser bacana, tem a ligação com o Andy Warhol (Para saber mais sobre o Velvet e Warhol, clique aqui). Eu não conhecia o disco e então fui ouví-lo. Achei um saco, então tirei da lista e coloquei Os Mutantes no lugar.

Então, não espere imparcialidade de nós.

Eis a nossa lista:

10 – Sabotage (1975) – Black Sabbath


09 – Os Mutantes e seus Cometas no País dos Baurets (1971) – Os Mutantes


08 – Disraeli Gears (1967) – Cream


07 – Capa Censurada de Eletric Ladyland (1968) – Jimi Hendrix


06 - A Night at the Opera (1975) - Queen


05 - Physical Graffiti (1975) – Led Zeppelin


04 – Abbey Road (1969) – The Beatles


03 – Dark Side of The Moon (1973) – Pink Floyd


02 - Deep Purple in Rock (1969) – Deep Purple


01 – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) – The Beatles


Só escolhemos discos dos anos 60 e 70 porque queremos aproveitar esse tema para o MOFODEU. Ou seja, nessa terça-feira o programa será somente com músicas dos discos listados.

Portanto, se você discorda da lista, tem até às 21 horas de hoje para nos criticar e nós lermos sua crítica no ar.

É só acessar o blog: www.programamofodeu.blogspot.com

Ou mandar mensagem de texto para (21) 9442-5726 no horário do programa.

Depois confira o playlist e baixe o podcast do programa.

No programa você saberá o real motivo para a escolha de cada um das capas dos discos.

Contamos com a sua opinião.

05 Outubro 2007

A diferença entre O GRANDE e os outros

Sabe qual a diferença entre um time grande e os outros?

Alguns são frouxos e se apequenam quando tem que ganhar:

Jogo: Botafogo 0 X 2 São Paulo
Data: 08/08/2007
O que disputavam: A liderança do campeonato
Local: Metade do Maracanã
Público: 47.925



Outros sonham mais alto do que podem, e transformam um pulgueiro num caldeirão:

Jogo: Vasco 0 X 2 São Paulo
Data: 08/09/2007
O que disputavam: A liderança ou uma vaga na Libertadores
Local: São Januário, a caldeirinha
Público: Não divulgado (Eles não querem passar vergonha e o Eurico tem que levar o dele)


O grande não precisa de motivação. A motivação é a paixão natural que leva a maior torcida do mundo lotar o Maraca:

Jogo: Flamengo 1 X 0
Data: 04/10/2007
O que disputavam: Nada
Local: O maior do mundo
Público: 68.098



Não precisa dizer mais nada!

Está marcado um churrasco pro dia 08 de dezembro. 10 caixas de cervejas por conta de um botafoguense e um vascaíno!

MOFODEU no ar

Nesta última terça entrou no ar o Programa Mofodeu.
Apesar de alguns probleminhas, tudo correu bem, exceto pela ausência do podcast.

Quer saber como foi?

http://programamofodeu.blogspot.com


Ou assista o vídeo:

24 Setembro 2007

Projetos Paralelos

Todos conhecem a face escritora do Profeta através desse blog.
Mas nessa semana duas novas facetas deste que vos fala serão reveladas

A primeira delas a de vocalista de banda de rock:

A Boomerang Rock Band fará o seu quarto show em sete anos de existência. Agora com nova formação, já que perdemos o grande guitarrista Flávio Chedid.
Perdemos um homem mas ganhamos qualidade. Os anos e os ensaios fizeram com que nos tornássemos uma banda melhor (ou menos pior).
Nossos músicos estão tinindo: Luiz ganhou técnica e velocidade, além de ter assumido muito bem a responsabilidade de ser o único guitarrista da banda.
Ramon, além de ter evoluído muito tecnicamente, dando um groove e uma levada pra banda que não tínhamos, incorporou na banda nosso amigão Bongo Music Man que tem feito o estúdio tremer.
Ivan tem estudado outros intrumentos o que tem ajudado muito na sua percepção musical geral, e é claro, na batera.
Eu, bem... Como eu sempre digo, sou o fanfarrão da banda. Estou ali pra me divertir e divertir os outros. Apesar disso, acho que consegui evoluir consideravelmente nos vocais. Estou aprendendo na marra... quem sabe um dia eu não começo a estudar e aprendo de verdade.

Mas garanto que, quem estiver no show do próximo domingo irá se divertir. Pode até não curtir o som... mas a diversão entre os membros da banda certamente contagia a platéia.

Detalhes do show no post SHOW HISTÓRICO.


O segundo projeto parelo está saindo do papel. É o "MOFODEU"


MOFODEU será um programa de rádio que tentará tirar o MOFO do Rock. Ou seja, eu e meu amigo Luiz resgataremos grandes clássicos do Rock num programa divertido e informativo.
O programa terá sempre um tema, e todas as músicas executadas terão a ver com esse tema. Além disso, pretendemos receber convidados, que levarão um playlist e serão avaliados pelos titulares da mesa.
O Programa deve estrear em meados de outubro na Rádio Interferência 91,5 FM, no Rio de Janeiro. Rádio Interferência é um coletivo dos alunos da UFRJ, que dá oportunidade a programadores de divulgarem seus programas.
É legal se informar sobre o que é uma rádio livre no site: www.radiolivre.org
Obviamente, por ser uma rádio livre, a Interferência não pega em todo o Rio de Janeiro, muito menos em todo Brasil. Ela se restringe às cercanias da Urca-Botafogo-Humaitá (veja onde a rádio pega clicando aqui).

Por isso, MOFODEU invadirá a internet.
O blog já está no ar:

http://www.programamofodeu.blogspot.com/

Por enquanto, você só poderá saber como será o programa. Mas a intenção é que nesse blog estejam disponíveis todos os programas para download, em formato de podcast.
Não temos o dia, horário, nem a data certa da estréia. Mas podem esperar: O Profeta e seu escudeiro Luiz Canelão em breve estarão também nas ondas do rádio.

Aguarde e confie!


Profeta Banana

19 Setembro 2007

The Hitchcock Trio

Se tem algo que presta no desprezível "Programa do Jô" são os musicais.
A pessoa que faz a seleção das bandas que tocam no programa tem muito bom gosto musical.
Ele dá sempre oportunidade à musica instrumental de qualidade, além de bandas de blues e jazz que quase nunca temos acesso pela grande mídia.


Essa madrugada, zapiando, vi o "The Hitchcock Trio" tocando no programa. Gostei muito e fui pesquisar na internet.
Encontrei os "My Spaces" de dois membros da banda e neles consegui ouvir 5 músicas diferentes. Depois, no site oficial do Trio, consegui ouvir outras duas músicas e minha impressão foi excelente.

A proposta do "The Hitchcock Trio" é interessantíssima: três caras se reuniram para compor trilhas alternativas para os seus filmes favoritos, entre eles Laranja Mecânica, Cidade de Deus, Vidas Secas, Expresso do Oriente, Rocky Balboa, etc.
A banda tem uma levada soul/funk misturadao com batidas de jazz moderno praticamente instrumental (com alguns vocais de fundo) que lembra um pouco o James Taylor Quartet (que também se inspira no cinema, só que regravando trilhas em ritmo de Acid Jazz), porém com mais qualidade musical e originalidade. A cadência é mais lenta que a do quarteto inglês, mas o swing é contagiante. A levada funk (no bom sentido do termo) do baixo é muito legal. É difícil rotular a banda... vamos dizer que é um som experimental de alta qualidade.

Não resisti e comprei o CD na Fnac. Deve chegar na semana que vem. Se me empolgar, eu faço uma edição do "PB Critica" fazendo uma resenha mais detalhada do disco.

Informações interessantes para conhecer a banda:

Formação:

Rodrigo Castanho - guitarra (toca muito bem, apesar de ter produzido CPM 22 e outras porcarias)
Adriano Paternostro - baixo
Kezo - bateria e vocais

Onde escutar

Site Oficial: http://www.thehitchcocktrio.com.br/
My Space Rodrigo Castanho: http://www.myspace.com/thehitcocktrio
My Space Adriano Paternostro: http://www.myspace.com/adrianopaternostro

Onde comprar o Disco:

Fnac, Saraiva ou Videolar.com
Escolha a melhor opção no Yahoo! Shopping clicando aqui.

Detalhes do Disco:
The Hitchcock Trio
Disco: The Hitchcock Trio
Gravadora: Universal
Lançamento: 2007
Faixas:

  1. Expresso do Oriente
  2. Vidas Secas
  3. O Jardineiro Fiel
  4. Zé Pequeno
  5. Disque M para Matar
  6. Balboa
  7. Blade Runner
  8. Despedida em Las Vegas
  9. Operação França
  10. Boogie Nights
  11. Jivago
  12. Laranja Mecânica
  13. Chinatown
Deve ser uma experiência muito legal ouvir o disco com calma, pensando em cada um dos filmes,
ou até mesmo ver o filme escutando a música ao fundo.

Vamos ver se o CD confirma a primeira boa impressão. Estou ansioso para ouvir!

18 Setembro 2007

SHOW HISTÓRICO




Comentário do Bemvindo:

Esse eu não perco por nada!!

14 Setembro 2007

Pizza: Está até no "Aurélio"


“pizza
[Èpitsa] [It.]
Substantivo feminino.

1.Comida italiana feita com massa de pão, de forma em geral arredondada e achatada, sobre a qual se dispõem camadas de mozarela, tomates, enchovas, etc., temperadas com orégão.

Acabar em pizza. 1. Bras. Gír. Resultar em nada:
Todo aquele inquérito sobre a roubalheira acabou em pizza.”

HOLANDA, Aurélio Buarque. O Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. São Paulo: Editora Positivo, 2004.

Você sabe a origem? Leia:

“Especialmente na cidade brasileira de São Paulo, a maior do Brasil e também a mais italiana do mundo, o consumo de pizzas é grande e sofisticado, com o ato de reunir-se numa pizzaria sendo freqüentemente significado de celebração e acordo. Deste costume, surgiu a expressão, comumente usada no Brasil, associando um processo que envolva ações de ética ou legalidade duvidosa a esta celebração. Quando apenas alguns dos envolvidos de menor importância são penalizados ou exista um movimento de acomodação, terminando em mesa de negociação, ou "terminando em pizza", como se as partes envolvidas - acusados, acusadores, executivo, legislativo e judiciário - se sentassem numa pizzaria e, apreciando a saborosa iguaria, celebrassem o acordo durante uma "pizzada".”
Tirado da Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Pizza)

(Se a gíria fosse carioca, certamente seria chopp ao invés de pizza)

Pois é... a pizza está instituída.
E não é só no vocabulário... é no comportamento humano.
E nem tem como falar que isso é uma instituição brasileira.

O que dizer da eleição presidencial estadunidense de 2000? Pizza!
Desrespeito do governo Bush à decisão do Conselho de Segurança da ONU que não aceitava a invasão do Iraque? Pizza!
Morte de milhares de pessoas pelos regimes militares na América Latina? Pizza!
Caso de espionagem da McLaren no mundial de Formula 1? Pizza!
Brasileiro confundido com terrorista e morto pela Scotland Yard? Pizza!
Violação dos direitos humanos nas prisões do Iraque e de Guantánamo? Pizza!

Milhares de exemplos da pizza pelo mundo!

A verdade é que os donos das pizzarias são muito poderosos. Eles compram os ingredientes onde quiserem: farinha no Brasil, queijo na Argentina, tomate nos Estados Unidos, orégano na Inglaterra, ovos no Iraque, etc.

O pior que eles compram até os Pizzaiolos: Lula, FHC, Kofi Annan, Max Moley, etc.

Muitas vergonhas em uma só pizza!

A opinião pública está estarrecida com a absolvição do “senador” Renan Calheiros. Eu compartilho desta indignação, mas confesso não ter ficado surpreso.
Essa não foi a primeira e nem será a última pizza da história política desse país.
Minha indignação maior e ver alguns absurdos que as vezes passam desapercebidos como, por exemplo, a censura aos deputados que queriam assistir a sessão plenária.
Sinto muita vergonha dessa situação toda e, sinceramente, fico um pouco desesperançado.
Renan representa uma elite que manda nesse país há séculos, e que parece invencível. Renan é da mesma laia dos Sarneys dos Magalhães, etc. Faz parte de um tipo de política que se pratica ativamente desde os tempos da República Velha, a política dos coronéis.

Por mais que o país se modernize, se industrialize, essas figuras ligadas ao banditismo rural dos sertões nunca desaparecem. Mesmo com toda a força do capital financeiro/industrial esses caras continuam inabaláveis.
E a explicação para esse poder indestrutível está na incrível habilidade de adaptação político-econômica dessas figuras. Não importa quem esteja no governo, eles sempre mandam. Não importa quem seja o mais competitivos, eles sempre lucram.

É bom lembrar que o “senador” Calheiros foi base de sustentação do governo Sarney, do governo Collor, do governo Itamar, do governo FHC e agora do governo Lula. Ou seja, nunca foi oposição.

Essa laia de político é a que comanda esse país. Os partidos teoricamente fortes, PT e PSDB dependem dos PMDBs e dos PTBs. Ou seja, a luta política mais importante desse país não é a das urnas, e sim a das alianças.

Vergonha maior do que ver o Calheiros absorvido é ver o PT e o governo Lula lutar pela não-cassação deste canalha. Quem diria, há quinze anos atrás, que um governo do PT daria apoio à figuras como esse crápula, que faria alianças com Roberto Jefferson, que daria ministérios à latifundiários e que tivesse no seu Banco Central um representante dos investidores de Wall Street?
Essa é a grande vergonha! O Partido dos Trabalhadores sendo manobrado pelas elites.
Mas a culpa é do próprio PT que se deixou contaminar por esse jogo político sórdido e imoral.
Dá pena ver caras sérios como o Aloísio Mercadante dando explicações porque se absteve na votação do caso Renan. Fico com pena do Suplicy, que dentro do PT era voz única pedindo a cassação do vendedor de gado fantasma.

Mas de uma coisa estejam certos: eu aposto tudo que tenho que vários dos novos “defensores da moralidade” votaram a favor de Renan. Vários “Democratas” estão unidos até a alma com a classe, com os negócios e com as políticas de Calheiros. São todos farinha do mesmo saco.

Prova disso é a reportagem do portal G1 que mostra que muitos deles metem ao declarar seus votos:
46 senadores declaram que votaram a favor da cassação, sendo que, na realidade, apenas 35 contra Renan. Ou seja, temos no mínimo 11 senadores suficientemente caras-de-pau para mentir sem pestanejar.

Filho feio não tem pai: Apesar de apenas 35 senadores terem votado pela cassação
de Calheiros, 46 deles afirmaram à reportagem da Globo que foram
contra a permanência do presidente da Casa.
Afinal, quem absolveu Renan?

Alguém tem dúvida de quem são?

Eu não!


Profeta Banana



(ATENÇÃO: Todas as charges e montagens desse post foram
criadas e elaboradas pelo Profeta Banana. Se for copiar, dê o crédito)


31 Agosto 2007

Flamengo Campeão da Shun-Ou Cup 2007

Obina comemora o gol do título da Shun-Ou Cup 2007


O Flamengo conquistou hoje, com campanha irretocável, o título da Shun-Ou Cup 2007. O campeonato, em formato mata-mata, reuniu os melhores times das séries A e B do Brasileirão.
O título veio na final contra o Palmeiras, num jogo tenso e truncado. O herói do título foi o atacante Obina, que além de fazer o gol do título, foi o artilheiro do torneio.

Confira a campanha do Mengão:

1ª fase:
Flamengo 2 x 0 Ipatinga
Gols: Roger 39’ e Obina 81’
Melhor em Campo: Roger

Roger comemora o primeiro gol do Flamengo no torneiro

O Flamengo venceu com uma atuação ruim. As jogadas pelo meio não funcionaram e o técnico Banana resolveu escalar o argentino Maxi pela ponta direita. O time melhorou após a mudança tática e os gols saíram de jogadas inciadas por Maxi. Roger deu bons passes e fez um belo gol de fora da área.

2ª fase:
Flamengo 0 x 0 Paulista (nos pênaltis Fla 5 x 4)
Melhor em Campo: Maxi

O técnico do Paulista de Jundiaí armou um ferrolho para enfrentar o Flamengo. Mesmo assim o time carioca criou muitas oportunidades, desperdiçadas pelos centroavantes. Obina abusou de perder gols e foi substituído por Souza, que também perdeu um caminhão de oportunidades. Maxi mais uma vez se destacou, mas acabou substituído por cansaço. Souza corou a má atuação com um pênalti perdido, mas nas cobranças alternadas o goleiro Diego defendeu o chute do jogador paulista e mostrou a torcida que o técnico Banana estava certo em barrar Bruno.

Quartas-de-final:
Flamengo 2 x 0 Paraná
Gols: Maxi 22’ e Obina 52’
Melhor em Campo: Obina

Em bela atuação de sua dupla de ataque, o Flamengo não teve maiores dificuldades em vencer o Paraná. Maxi e Obina infernizaram a defesa paranista. Vitória tranqüila e empolgação da torcida para as próximas fases.

Semifinal:
Flamengo 4 x 0 Fluminense
Gols: Maxi 12’, Obina 48’, Maxi 58’ e Obina 74’
Melhor em Campo: Maxi

Massacre! O que parecia ser um jogo tenso, foi um passeio rubro-negro graças a atuação fantástica de Maxi. O tricolor das Laranjeiras ficou atordoado com as decidas do argentino pela ponta. Muito fácil... e Mengão engrenado para a final.

Juan (à esquerda) e Renato Augusto demostram tensão antes da decisão

Final:
Flamengo 1 x 0 Palmeiras
Gol: Obina 83’
Melhor em Campo: Obina

Sem dúvida o jogo mais difícil do Flamengo no campeonato. O Palmeiras armou uma marcação individual em Maxi, que pouco criou no jogo todo. As jogadas rubro-negras ficaram por conta de Roger e Ibson, que colocaram Obina algumas vezes na cara do gol. O jogo parecia caminhar para um zero a zero sem sal, quando em jogada individual de Ibson pela esquerda, Obina completa o cruzamento de cabeça, sem chances para o goleiro Marcos.

Flamengo Campeão!

Jogadores agradecem à torcida após receberem as medalhas

Em 5 jogos, 9 gol marcados e nenhum sofrido! Melhor ataque, melhor defesa e artilheiro (Obina)

Assista o gol do título:

Observe como a câmera treme devido aos pulos da torcida no estádio.

Confira a campanha do Mengão e dos seus adversários

Obina foi artilheiro do campeonato com 5 gol em 5 jogos.


Comentário do Bemvindo:

Nada como um dia de férias e uma tarde inteira ociosa para jogar Winning Eleven.

Tragédia Menor

Dois trens colidem: mais de 10 mortos, mais de 100 feridos. Uma tragédia!


Mas não causou grande comoção.

Será por conta dos números?

Com certeza não!

A diferença da tragédia da TAM para a tragédia da SuperVia é que, nessa última, os mortos e feridos eram pobres. Quando pobre morre, ninguém se comove.

Quero ver o Movimento Cansei protestar contra a SuperVia, contra os governos do Rio.
Eles não vão protestar: os “cansados” não andam de trem.

Ir ao Maracanã: Um Suplício



Todos sabem que uma das minhas maiores paixões é o meu clube do coração, o Flamengo. Durante toda a minha vida, um dos meus programas favoritos foi ir ao Maracanã ver meu time jogar. Perdi as contas de quantas vezes fui. Desde muito criança freqüento as arquibancadas do “maior do mundo”.

Ultimamente não tenho tido muitos motivos para ter prazer de ir ao Maraca. Primeiro porque o Flamengo não anda fazendo boas campanhas nos campeonatos de que participa. Mas isso é o de menos: torcedor de verdade vai ao estádio mesmo quando seu time está em má fase.

O problema maior é as condições dadas aos freqüentadores do estádio.

Quando vou ao Maracanã me sinto um lixo... sou tratado como um animal. Começa pela compra do ingresso, passa pelo transporte e segue pelos estacionamentos. Sem falar no acesso ao estádio... É comum a preparadíssima Polícia Militar juntar os torcedores num curral e ir dando cacetadas em todo mundo para “organizar” uma fila.

Depois que você consegue entrar e se acomodar, toma uma cerveja quente a três reais.

Na última quarta, no Flamengo x Botafogo, o time até me motivou. Uma bela atuação no primeiro tempo e no segundo um relaxamento. Empate injusto; merecíamos a vitória. O time melhora a cada dia, e dá até vontade de ir mais vezes assistir.

O problema foi a saída. Fui ao banheiro e presenciei um imbecil mijando na porta do banheiro, à poucos centímetros da privada. Depois que entrei, vi mais um idiota mijando na parede do banheiro, do lado de milhares de privadas, muitas delas sem ninguém.

Depois de me enojar com porcos, foi a vez de presenciar os cavalos da Torcida Jovem dando coice em todos que estavam pela frente. Minutos depois, percebo alguns perturbados com cara enraivecida. Pensei: “Vai dar merda!”. Não deu outra... segundos depois um energúmeno pega o bambu da bandeira e começa a dar porrada em todos que estão à sua volta, sem motivo nenhum.
Fico pensando qual o prazer de um cara desse em sair dando porrada em todo mundo. Não consigo entender, sinceramente.

Para mim, isso é reflexo de como as pessoas são tratadas. Quando alguém é tratado como um animal, só pode reagir como um animal.

Não sei se estou ficando velho, ou se minha tolerância à idiotice está ficando cada vez menor. Mas ir ao Maracanã está se tornando cada vez mais cansativo e desmotivante.

Claro que ainda tenho muitos anos de Maraca pela frente, mas a freqüência desses programas vão caindo cada vez mais. Minha paixão pelo meu clube, ao contrário, só aumenta irracionalmente.

Mas fico pensando daqui a vinte anos, quando tiver um filho: será que terei coragem de levá-lo ao Maracanã? Não sei...

Corre o risco dele virar um torcedor de pay-per-view, ou até pior, virar um botafoguense ou tricolor.

Profeta Banana

20 Agosto 2007

30 anos de "Elvis não Morreu"

(Escrevo esse post, mesmo em férias, para reparar uma injustiça e homenagear um ídolo)

Há exatos 30 anos surgir uma das frases mais repetidas de todos os tempos: "Elvis não morreu!".

Sim, Elvis Aaron Presley morreu, em 16 de agosto de 1977. Mas Elvis não morreu... ele está vivo em cada estúpida banda de garagem que existe hoje em dia.

Elvis não foi o pioneiro do rock. Elvis nem de longe foi o mais talentoso da história do rock. Ele nem mesmo era um músico... nunca compôs uma música que preste.

Então qual foi o seu mérito?
Elvis era bonitão, tinha um belo topete. Tinha uma boa voz e um requebrado interessante. Mas sua principal “virtude” era ser branco. (Não me entenda mal... não sou racista, leia o resto e entenda).

Antes de Elvis, o Rock and Roll era uma música do gueto, feita por negros. Numa sociedade conservadora como a estadunidense, marcada pelo racismo, músicas desse gênero eram marcadas pelo desprezo popular. Que o diga o jazz e o blues, que só foram socialmente aceitos depois de muitos anos de execução na mídia.

Elvis era o cara perfeito para levar ao grande público aquele ritmo dos guetos. E essa foi sua maior virtude. Poderia ter sido qualquer outro branco bonitão... mas foi o Elvis.

Lendo esse rápido retrospecto, o leitor pode pensar: “O Profeta odeia o Elvis!”.

Muito pelo contrário, eu amo o Elvis. Mas isso não me impede de encarar a realidade: Elvis era só uma estratégia de massificação do rock, que deu muito certo.

O carisma de Elvis é inegável. Quem não se sente atraído por sujeitos do tipo canastrão?

Eu mesmo, quando vi Elvis Presley pela primeira vez pensei: “Quero ser esse cara um dia”. A síntese de um rockstar: uma voz aveludada, um espírito sedutor, um requebrado sensual, muitas mulheres, extravagâncias, etc. Sem dúvida um ícone...

O Rock and Roll não seria o Rock and Roll sem Elvis. Os Beatles copiaram Elvis. Stones copiaram Elvis. Pink Floyd copiou Elvis. Deep Purple, Led, Queen, etc., etc.
O que é o Roberto Carlos senão uma cópia terceiro-mundista de Elvis?

Eu amo Elvis... e declaro aqui esse amor. Me inspiro nele em minhas atuações como dublê de rockstar...
Meu sonho era ter um belo topete, uma costeleta invocada, usar roupas de couro e ter uma coleção de carros antigos. Fora a voz de locutor de rádio AM cantando baladas à la “Love me Tender”, deixando as menininhas a beira do palco babando.

Deixo aqui meu tributo, reproduzindo um trecho do ’68 Comeback Special, meu show favorito do Elvis. Ele gravou esses especial para TV após retomar sua carreira de cantor. Durante boa parte dos anos 1960, ele se dedicou (desastrosamente) ao cinema. Nessa fase Elvis já não carregava o amadorismo dos músicos dos anos 1950, e ainda não tinha enveredado para sua fase brega, na qual usava aquelas roupas brancas cheias de peduricalhos.



É ou não um grande performancer? Tudo o que eu queria ser. Aí num medley de Heart Break Hotel, Houd Dog, All Shook Up.

Viva Elvis!

E muitos anos de "Elvis não morreu"!



Comentário do Bemvindo:

Elvis era uma deliciosa mistura de Frank Sinatra, Chuck Berry e Sylvester Stallone.



16 Agosto 2007

Recesso

Na próxima semana o Profeta estará viajando, portanto, não haverá muito de novo para se ler por aqui. (Fora os três novos posts do dia 16/08/2007).

Então, já que você está visitando (e eu sei que você gosta de ler), aproveita para conhecer a verdadeira história do Profeta clicando aqui.

É importante saber quem está escrevendo o que você lê, e da onde vem essas idéias.

Grato,

Profeta Banana

Esmola com o chapéu dos outros

Você, assim como eu, não deve agüentar mais aquela musiquinha, aquele fundo branco, aqueles artistas globais com roupa branca, aquelas palavras: “se você deseja doar X reais, ligue para 0500 2007 meia mole, meia dura”.

Pois é, todo ano é a mesma coisa! A Rede Globo – e tudo que ela comanda – faz uma lavagem cerebral nas pessoas tentando arrecadar dinheiro para esse bendito projeto.

Mas eu me pergunto: por que a própria Globo não faz as doações para o projeto?

O total arrecadado nessas ligações deve ser ínfimo perto dos lucros exorbitantes que eles têm.

Já parou para pensar quanto custa trinta segundos de intervalo comercial naquele programa insuportável com o Renato Aragão, Xuxa e os “maiores artistas” da “música” brasileira?

Deve custar milhões, já que a audiência desse programa deve ser absurda. Eu não tenho muita base pra afirmar isso – mas vou afirmar assim mesmo – mas só o lucro do intervalo comercial desse programa, deve superar o total da arrecadação dos telefonemas.

O “Criança Esperança” é tão lucrativo que agora eles fazem dois programas: um no sábado à noite e outro no domingo à tarde. Ou vocês acham mesmo que eles fazem tudo isso pelo espírito de caridade?

Assim é fácil ser filantropo. Sem tirar um tostão do bolso e depois ficar com os louros da glória... e ainda ganhar uma graninha por isso... essa é a Rede Globo.




Comentário do Bemvindo:

Mas a culpa disso tudo é do governo, que não faz nada pra quem realmente precisa. Aí a gente tem que ficar aturando esses “caridosos” salvadores da pátria.

E a Bolha estorou...


Como qualquer idiota podia prever, a bolha imobiliária dos Estados Unidos estorou...

E quem paga a conta? A gente claro!

Bolsas caindo na Ásia, América do Sul, etc.

Como diz a sabedoria popular: "Eles peidam lá e fede aqui!"

É o capitalismo... justo e igualitário!

Mais Cansados do "Cansei"



Charge do: Charges.com.br

07 Agosto 2007

Só Jesus (Sangalo) Salva!

Quando eu ouvi a notícia de que o irmão da Ivete Sangalo estava organizando um movimento de mobilização contra o governo Lula, juro que achei que era uma piada.
Mas aí comecei ouvi falar com mais intensidade de um tal de “Movimento Cansei” (ou Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, ou seria, Movimento Cívico pela Direita Brasileira) e vi que a história do irmão da Ivete (Jesus Sangalo) não era graça.
Comecei a catar coisas na internet, e como sempre não consegui achar muita informação confiável.
Até que encontrei o site/blog do “Movimento”. A primeira coisa que procurei saber é quem faz parte dessa mobilização. A lista tem 38 entidades apoiadoras. Veja algumas:

Cartaz do "Cansei" ilustra uma típica trabalhadora brasileira
indignada com suas condições de vida.

OAB-SP
OAB-DF
ABERT (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV)
Associação Comercial de São Paulo
Associação Comercial da Gávea - RJ
Associação dos Antigos Alunos da FAAP
Associação Paulista de Imprensa (API)
BPW Brasil (Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais)
CJE FIESP
Conaje
CREA
FEBRABAN
FIESP
FIESP - Jovens Líderes
Fundação PIO XII
Grande Oriente Paulista da Maçonaria
Grupo de Jovens da Associação Comercial
Instituto de Estudos Empresariais - IEE
Movimento Viva Brasil
SESCON-SP
AJEE - PALMAS-TO Associação dos Jovens Empresários Empreendedores de Palmas

Não coloquei todas as entidades, porque muitas delas só colocam siglas, parecendo querer esconder o que realmente são. Muitos são jovens (isso não lembra um tal "Democratas"?)
Mas a verdade é que a maioria dessas entidades representa grandes empresários, parte da nossa imprensa imparcial, associações comerciais, conselho e ordens de categorias como advogados, médicos, engenheiros, etc.
Percebem como tem movimentos jovens nessa lista... qualquer coincidência como uma estratégia
Pensei comigo: “Eis um movimento popular!”
Qualquer semelhança com a ‘Marcha da Família com Deus pela Liberdade’, acontecida em 1964, não é mera coincidência.

Uma coisa interessante é ver que o “Cansei” teve como estopim para sua criação o Apagão Aéreo. Engraçado: a quem prejudica a crise aérea?
Prejudica o pai de família trabalhador da construção civil? Prejudica a dona de casa que tem que lavar roupa pra fora pra colocar comida na mesa? Prejudica as crianças da Baixada Fluminense que estão desde o começo do ano sem professores de várias matérias?
Porque ninguém diz “Cansei” para essas coisas?

O Caos Aéreo é mais importante que tudo isso?

E o Caos Terrestre?

É óbvio que isso é uma manifestação das elites. E isso não tem nenhuma retórica lulista, nem chavista. Esta escrito; e só ir lá e ler!

Esse “Cansei” não tem nenhuma representatividade diante da realidade do país, que é muito mais caótica do que qualquer caos aéreos. Morre muito mais gente de fome, na violência das favelas, nas lavouras ilegais de cana-de-açúcar, etc., do que já morreu de gente em todos os acidentes aéreos desse país.

Uma morte num acidente de avião vale mais do que uma morte por fome. Todos sabemos que não! A diferença é que a fome afeta muito mais gente. Mas ter fome não dá o direito de se cansar!

A direita não direito de falar que está cansada de nada. Ela governa esse país a mais de quinhentos anos. Eles não têm direitos de estar cansados do Lula. EU tenho direito... A esquerda de verdade tem direito... Os pobres têm direito... Os trabalhadores têm direito.

Só que esses não tem direito de ficar cansados, pois eles têm muito o que fazer enquanto as elites aguardam seus vôos atrasados nos aeroportos do país.

Eu CANSEI! Cansei do Lula! Cansei da mídia! Cansei dos advogados, médicos e engenheiros! Cansei dos empresários! Cansei dos expeculadores do mercado financeiro! Cansei dos Renan Calheiros, ACMs e outros caudilhos! Cansei das Igrejas, Sinagogas, Templos! Cansei dos Papas, dos Rabinos, dos Monges, dos Pastores e dos Bispos Macedos! Cansei do Pan, da Copa do Mundo e da Olímpiada! Cansei do Olavo de Carvalho, do Paulo Francis, do Arnaldo Jabor, do Diego Mainardi e do Manhatan Connection! Cansei da Veja, d'O Globo, da Folha de São Paulo, do Estado de São Paulo! Cansei da Globo, da Band, da Record! Cansei do Jô e suas meninas! Cansei da Ivete Sangalo, do Tchan, do Bonde do Tigrão e da Dança da Garrafa! Cansei de Jesus, Maria, José, Moisés, Alá! Cansei de Jesus Sangalo! Cansei do "Cansei"! Cansei de mim e do Profeta!

Cansei!

Noel!? Que Noel?

Quem conhece o Profeta sabe o tamanho da preguiça que toma esse ser.
Essa preguiça acaba atrapalhando, muitas vezes, o trabalho do seu encarnado, que às vezes fica prostado em frente à TV, mesmo tendo um milhão de coisas para fazer.
As madrugadas são o período do dia em que o Profeta e seu encarnado mais rendem, mas o maldito eletrodoméstico e o belo sofá em frente a ele são convidativos para uma breve pausa.
Nas madrugadas de zapping é impressionante a quantidade de bizarrices que se pode encontrar. Desde programas de vendas com sérias limitações orçamentárias a filmes hollywoodianos milionários, mas de qualidade duvidosa.
Ontem o que atrapalhou minha noite de estudos foi o filme brasileiro "Não Quero Falar Sobre Isto Agora" (1991, Mauro Farias). A qualidade do filme é bastante duvidosa (Leia no fim do post a coluna "PB Critica"), mas um diálogo marcou.
O personagem de Evandro Mesquita, que durante o filme faz milhares de citações do poetas, tenta reconquistar a namorada (interpretada por Marisa Orth). Depois de muito tentar convencê-la, com uma lábia de malandro da Tijuca, manda a seguinte pérola:

- Me sinto como Noel!
A namorada faz cara de espanto, esperando mais uma citação poética, e pergunta:
- Que Noel?
O "malandro" responde:
- Papai Noel! Ninguém acredita em mim!



Não sei se era o sono, mas dei uma gargalhada meio involuntária.

Logo me lembrei de um outro programa de TV da madrugada, que tinha assistido outro dia. Um "Som Brasil", da Globo, em homenagem a Noel Rosa.
Todos sabem que eu sou mais do Rock and Roll, mas meu espírito carioca inconteste, me aproxima cada dia mais do samba. Não ouço samba em casa. Mas convesso que prefiro mil vezes ir a um Samba do que ir a essas boates alternativas que tocam um rock de qualidade lastimável (sem falar, é claro, das lamentáveis boates de playboy, onde você corre sério risco de apanhar a qualquer momento, sem motivo algum).
Esse programa me surpreendeu positivamente. Uma produção impecável (tanto visual, quanto auditiva). No "PB Critica" você poderá ler sobre as minhas impressões.



"PB Critica"

O "PB Critica" é um espaço criado para o Profeta fazer o que ele mais gosta: criticar. Vale tudo, principalmente manifestações culturais como shows, filmes, discos, programas de TV, etc.
No fim da crítica, haverá sempre uma cotação de bananas. Apesar da conotação negativa atribuída, muitas vezes, à fruta, quanto mais bananas, melhor. A cotação varia de 0 a 5 bananas.
Começo com os espasmos da madrugada, citados no post:


"Não Quero Falar Sobre Isto Agora"
Filme
(1991, Direção: Mauro Farias)
Sinopse:
"Daniel é um aspirante a escritor que acaba de levar um fora da namorada rica. Sem dinheiro, ele é expulso do hotel onde mora e vai viver no apartamento de sua melhor amiga. Ao pegar carona com um traficante procurado pela polícia, Daniel se mete numa grande encrenca." (sinopse do site da Rede Globo).
PB Critica:
É difícil classificar um filme como esse. Parece que foi feito de sacanagem. Um texto estranho e uma história idiota, mas que por incrível que pareça te prendem em frente da tela. As atuações não são das melhores, mas o estilo canastrão de Evandro Mesquita acaba agradando a quem gosta de coisas bizarras como eu. O ponto forte do filme são os diálogos bestas recheados de palavrões (me fez lembrar "Hermes e Renato" muitas vezes). Acho que isso que prende.
Cotação bananísticas:

2 bananas
pela diversão



"Som Brasil - Noel Rosa"
Programa de TV
(2007, Direção: Não informada)
Sinopse:
Programa que reúne, mensalmente, novos nomes da música brasileira para homenagear um grande compositor do país.
PB Critica:
Surpreendentemente bom. O formato é interessantíssimo: quatro bandas diferentes tocam músicas de um compositor famoso, no caso, Noel Rosa. O mais legal é a edição do programa. Fora os cortes para os intervalos comerciais, o programa é feito todo de uma fez só, ou seja, as bandas tocam uma após outras sem parar. Na transição de uma banda para outra, a câmera se desloca até chegar a banda de seguinte. Claro, que há cortes de imagem, já que existem milhares de câmeras... mas o efeito é legal... dá impressão de ser um programa ao vivo.
Participaram do programa a Orquestra Imperial, Lucas Santana e Seleção Natural, Marcos Sacramento e Maria Rita. O nível músical geral foi muito bom, com excessão à voz esquisita (meio que sugada do Djavan) do tal do Marcos Sacramento e de mais uma aparição desprezível do "Hermano" Rodrigo Amarante (nem vou comentar, esse cara não merece). O ponto alto foi, pra mim, a deliciosa música "Conversa de Botequim", interpretada pela não menos deliciosa Maria Rita. Voz deliciosa... (tá vai: ela também... faz tempo que eu tenho achado essa moça muito atraente. Esse vestidinho lilás não me deixa mentir)



Para ver um trecho do mesmo vídeo com melhor resolução clique aqui.

Cotação bananística:

4 bananas
Só não foi cinco por causa do Amarante.



Comentário do Bemvindo:

Se a Globo sabe e tem condições de fazer programas tão bons como esse, por que não faz sempre? E quando faz, por que coloca às 3 horas da manhã?

02 Agosto 2007

Mais uma vítima da imprensa: EU! (Parte 2)


No último dia 31, escrevi um post sobre a postura da imprensa, que ao entrevistar alguém, manipula o entrevistado a responder o que eles querem que seja divulgado.

Naquele post, contei como uma repórter tentou, de todas as maneiras, fazer com que eu falasse sobre como a greve dos funcionários do Ministério da Cultura foi ruim para a sociedade. Mas eu deixei claro o tempo todo que era a favor da greve. Ela então tentou levar a “conversa” para um lado mais “prático”, tentando deixar passar a idéia de que eu estava indo à Biblioteca logo no primeiro dia, pois estava esperando há muito tempo que ela abrisse. Ou seja, ela quis manipular as minhas impressões. E pior, acabou inventando uma coisa que eu jamais disse. Veja a reportagem completa e tire as conclusões:




Servidores da Cultura suspendem greve, mas querem proposta

Fim da paralisação em definitivo só acontece após reunião com representantes do Ministério do Planejamento


Roberta Pennafort, do Estadão

RIO - Depois de mais de dois meses de greve, os servidores da cultura voltaram ao trabalho - a princípio, temporariamente. Nesta segunda-feira, 30, eles irão se reunir com representantes do Ministério do Planejamento, que se comprometeram a apresentar uma proposta para que os funcionários suspendam a paralisação em definitivo. No Rio, a Biblioteca Nacional, uma das principais instituições federais da cultura, funcionou ontem normalmente.

O comando de greve decidiu interromper a greve por dez dias porque o secretário de Recursos Humanos do ministério, Duvanier Paiva, assinou um termo de compromisso em que garantiu que irá apresentar uma proposta aos grevistas durante este período. Jorge Paixão, integrante do comando, disse ontem que esperava que a proposição fosse feita já no encontro desta segunda, em Brasília.

Ele ressaltou que o fato de os trabalhadores terem cedido agora não significa que irão aceitar qualquer oferta. "A contraproposta será discutida pela categoria em todo o País. Se ela for feita amanhã (hoje), teremos assembléia já na semana que vem, para avaliarmos", explicou. "Estamos otimistas; precisamos estar. Mas é claro que temos pé atrás. Em 2004, o governo também assinou termo de compromisso, mas não cumpriu."

Os cerca de 2.300 servidores não abrem mão de três pontos de suas reivindicações: o plano de cargos e salários - aprovado pelo Ministério da Cultura em 2005, mas nunca implementado, por conta da posição contrária do Planejamento -, reajuste salarial e paridade entre ativos e inativos.

A categoria parou no País inteiro no dia 15 de maio; desde então, todos os museus e instituições federais ficaram cerrados ao público (um dos objetivos dos grevistas era sensibilizar o governo federal quanto ao fechamento durante os Jogos Pan-Americanos, que trouxe muitos turistas no Rio). De acordo com avaliação do comando de greve, a adesão foi quase total.

No último domingo, pesquisadores e estudantes voltaram à Biblioteca Nacional. O historiador Vitor Bemvindo, que apóia a mobilização, aproveitou a suspensão para pesquisar para um artigo que tem de escrever. "Vim logo no primeiro dia. A reivindicação deles é justa". Os museus não abriram porque só funcionam a partir de terça-feira.”


Link da "notícia" no Estado de São Paulo: http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac27238,0.htm




Eu nunca falei para ela essa frase: “Vim logo no primeiro dia”. Isso foi uma conclusão que ela mesma tirou e quis dizer na reportagem que eu estava só esperando acabar a greve para ir à Biblioteca Nacional. Tudo foi uma coincidência. Eu fui à Biblioteca naquele dia, porque era um dia que eu tinha livre, não tinha nada a ver com ser o primeiro dia depois da greve.

Mas como a imprensa manipula tudo, ela quis passar a idéia de que eu, apesar de apoiar a greve, estava sendo prejudicado por ela.


Pra mim isso é claramente uma manobra para tentar difamar o direito dos trabalhadores à greve. Isso é um direito legítimo e deve ser usado com responsabilidade, pois é um meio de reivindicação que pode trazer benefícios não só para a categoria de trabalhadores em questão, mas para toda a sociedade.


Logo logo vão voltar com aquela história de “reforma trabalhista”. Os empresários estão doidinhos para acabar com tudo que é direito trabalhista com o pretexto de que é muito oneroso contratar um trabalhador no Brasil. É aquela velha ganância de querer sempre mais. O dia que eles tiverem que pagar menos benefícios para os trabalhadores, os lucros serão maiores.


Quero saber que empresário tem prejuízo por conta de direitos trabalhista. No final das contas, eles repassam toda essa conta para o preço final dos produtos, e quem acaba pagando tudo mesmo é o próprio trabalhador.


Só quero ver no que isso vai dar.


Profeta Banana


Releia o post original clicando aqui: Mais uma vítima da imprensa: EU!

Tela Class

No meio do lixo que vemos todos os dias na TV, um programa vem apresentando uma baixaria de alto nível.

Os incríveis caras do “Hermes e Renato” estão fazendo dublagens alternativas para filmes bizarros. O resultado é muito bom. Eles têm mais talento que muito dublador profissional por aí. Claro que tudo é muito tosco, mas isso sempre foi uma marca registrada do trabalho dos caras.

Escolhi um trecho do "filme" "Vovô é foda". É a segunda parte, mas vale a pena pelas cenas antológicas do neto pegando conselhos sexuais com o avô e depois indo a um prostíbulo:

Se quiser assistir tudo, pode procurar no You Tube (tem todos os episódios), ou baixar os filmes no blog Tela Class Download.

Na MTV (eca), o programa é exibido os sábados, 22:30, com reprises segundas, 23:30, quartas, meia-noite, e sextas, 21h.

Já que é para fazer baixaria, que se faça bem feito (ou seja, do jeito mais escroto possível). E eles fazem isso de maneira magistral.

31 Julho 2007

A origem do Churrasquinho de Gato (ou de Cutia)

Passei o dia todo hoje na Biblioteca Nacional fazendo uma das coisas que mais me dá prazer na minha profissão: pesquisa em jornais antigos. Obviamente que a pesquisa tem um foco, que é o meu tema de estudo, mas é quase impossível não parar para dar uma olhada em alguma notícia interessante, no resultado dos esportes e, é claro, em assuntos bizarros.

Esse tipo de pesquisa é interessante também para ver como quase nada mudou na imprensa. Essa história de imprensa imparcial nunca existiu, a diferença é que na época que eu estudo (final da década de 1950 e início da de 1960) as coisas eram mais evidentes, ou seja, as linhas editoriais dos jornais eram explícitas e eles não tinham nenhuma pretensão de quererem parecer hipocritamente imparciais.

Um exemplo: enquanto o Jornal do Brasil fez ampla cobertura sobre a visita de Fidel ao Brasil, em 1959, dando ênfase ao caráter empreendedor e revolucionário do então-Primeiro Ministro Cubano, O Globo só deu algumas linhas da entrevista coletiva de Castro na ABI.

Por falar nisso, O Globo era um jornalzinho de quinta categoria naquela época. Era uma espécie de Extra dos nossos tempos. Não que ele tenha evoluído muito, mas...

Mas escrevo esse post para compartilhar uma das maiores descobertas da cultura inútil internacional: a origem do churrasquinho de gato.

Foto da versão moderna do Churrasquinho de Gato.
A versão original, descoberta pelo Profeta, vem dos anos 60 e era feita de cutia.

Lendo o Jornal do Brasil de 25 de agosto de 1960, vi uma reportagem que tinha o peculiar título de “Gato por Vaca” com a foto de um ambulante, em frente a Central do Brasil, vendendo uns espetinhos. Não resisti e li toda a matéria. O artigo dizia que havia uma denúncia de que aqueles espetinhos eram feitos com carne de gato. A vigilância sanitária abriu uma investigação e descobriu que o churrasco não era de gato. Existiam fortes evidências de que os camelôs estavam matando as cutias do Campo de Santana para comercializar a carne.

O interessante é que uma senhora, freqüentadora do Campo, já tinha denunciado o sumiço das cutias e a versão que circulava era a de que gatos estavam comendo as cutias. Ou seja, as pessoas comiam cutia pensando que era vaca, com o risco de comer gato. Mas quem levava a culpa eram os gatos, os mais injustiçados de toda essa história. Eram acusados de ser cozidos em churrasqueiras e de comer as cutias.

A matéria terminava dizendo que a carne da cutia tinha uma vantagem sobre a da vaca: era mais fresca, já que era abatida a poucos metros do local onde era vendida. Depois eu que sou irônico.

Profeta Banana